Ementa: Estudar a consolidação do processo revolucionário francês e o período napoleônico à luz da contemporaneidade e de suas consequências para a Europa no século XIX; perceber as características das duas revoluções industriais inseridas na expansão da vida metropolitana. Compreender as utopias e o romantismo, na Alemanha e na França, assim como suas relações com os ideais revolucionários, em particular com os movimentos relacionados a 1848. Estudar os valores e referências culturais da burguesia industrial do período.
Objetivos: Analisar a passagem de uma época regida pelo estado absolutista para o período de dominação burguesa e de resistência à ordem industrial e laica do sistema capitalista. Problematizar as formas de dominação e de resistência, bem como as noções de autoridade, individualidade, coletividade e identidade nacional fomentadas a partir das guerras napoleônicas e das revoluções de 1848.

Aulas expositivas, utilização de audiovisuais, debates, pesquisa na internet.

 - 4 seminários temáticos

- 4 questionários (3 questões elaboradas pelos integrantes de cada seminário)

- 1 artigo

Serão utilizados os seguintes critérios para avaliação: Domínio dos temas tratados nas questões, compreensão das leituras, capacidade de exposição, articulação, coerência, unidade textual, uso e citação de bibliografia/citações e trato à fonte.

PLANO DE AULAS 

Dia: 20/02 – Apresentação do programa definição dos seminários e 1ºs orientações para elaboração artigos

Dia: 27/02 – O período napoleônico e as restrições ao iluminismo

Texto base: GRESPAN, Jorge. Revolução Francesa e Iluminismo. SP:Contexto, 2008.

MONDAINI, Marco. Guerras Napoleônicas. IN: MAGNOLI, Demétrio. História das Guerras. São Paulo: Contexto, 2011, pp. 189-217

Complementar:

VOVELLE, Michel. “A década revolucionária”, in A Revolução Francesa São Paulo: Editora Unesp, 2012. 

KAPLAN, Marcos. Revolución Francesa, estado nacional e intelectuales. Biblioteca Jurídica da UNAM, HOBSBAWM, Eric. “A paz”, in A era das revoluções. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982

RUDÉ, George: Europa desde las guerras napoleónicas a la revolución de 1848. Madrid, Cátedra, 1982. México, 2008. In: Drive da disciplina

Dia: 05/03 - O  Congresso de Viena e o romantismo

Texto base: RIBEIRO, Raquel Alexandra Oliveira da Silva. Romantismo Contextualização histórica e das artes, Mestrado em Musica. Instituto Politécnico de Castelo Branco, Castelo Branco, Portugal, 2010. In

Complementar:

AMBROSI, Christian: “Europa de 1789 a 1848”. Colección Nueva Historia del Mundo, 9. Madrid, Edaf. 1981.

 BERGLAR, Peter: Metternich, conductor de Europa. Madrid, Ediciones Rialp, 1979

 BROERS, Michael: Europe after Napoleon: Revolution, Reaction and Romanticism, 1814-1848. Manchester, Manchester University Press, 1996.

Dia: 12/03 – 1º Seminário África – o impacto das decisões europeias no mundo africano

Dia: 19/03 – A ordem liberal e Revolução Industrial: A revolução nos costumes e a subordinação do campo à cidade

Textos base: KEMP, Tom. “Industrialização britânica e européia”, in A revolução industrial na Europa do século XIX. Lisboa: Edições 70, 1987. 

HABERMAS, Jürgen. “As estruturas sociais da esfera pública”, in Mudança estrutural da esfera pública. São Paulo: Editora Unesp, 2014.

KARL, Marx e ENGELS, Friedrich. A  ideologia alemã. SP: Cia das Lestrs, 2007.

Complementar: THOMPSON, Edward P. “Tempo, disciplina de trabalho e capitalismo industrial” in Costumes em comum estudos sobre a cultura popular tradicional. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

Dia: 26/03 – A iniciativa privada na expansão da Europa no Mundo: a Constituição de Cadiz na America Latina

Texto base: MARX, Karl. La constitución de Cádiz de 1812. Revoluciones en España. New York Daily Tribune, 24 de diciembre de 1854. In: Drive da disciplina

Dia: 02/04 – 2º Seminário América Latina - o impacto das decisões europeias no mundo latino-americano.

Dia: 09/04 – O novo concerto europeu: articulação conservadora vs reações revolucionária e contra-revolucionária.

Textos Base: VIEIRA, Vera Lúcia. “As constituições burguesas e seus limites contra-revolucionários”. Proj. História, São Paulo, (30), p. 99-126, jun. 2005.

RÚJULA, Pedro. Las guerras civiles contrarrevolucionarias europeas en el siglo XIXhttps://doi.org/10.4000/amnis.2454 (este texto pode ser acessado tb. em inglês)

Complementar: SOUZA, Amerson Murillo Anunciação de. Edmund Bourke e a gênese do conservadorismo. Serv. Soc. Soc., São Paulo, n. 126, p. 360-377, maio/ago. 2016. www.scielo.br › pdf › sssoc › 0101-6628-sssoc-126-0360

Dia: 23/04 - Relações Inglaterra e Estados Unidos (1º metade do século XIX).

Texto Base: PASSETTI, Gabriel. Os britânicos e seu império: debates e novos campos da historiografia do período vitoriano. História (São Paulo), UFF, v.35, e77, 2016, Resenha crítica a FERGUSON, Niall. Império – como os britânicos fizeram o mundo moderno. São Paulo: Planeta, 2010.

LARUSSO, Fabrízio. El origen del “siglo americano” y el cambio hegemónico entre El Reino Unido y los Estados Unidos en las relaciones con América Latina. https://online.unisc.br/seer/index.php/barbaroi/article/view/142/575

Complementar: WALTON, C. Dale. Geopolitics and the Great Powers in the Twenty-rst Century Multipolarity and the revolution in strategic perspective. NY:Taylor & Francis Group, LLC, 2007.

Dia: 30/04 - 3 º seminário – Estados Unidos - o impacto das decisões europeias na América do norte.

Dia:07/05 – As políticas coloniais– Empresários e Estados.

Texto Base: MARX, Karl. A Companhia das Índias Orientais: sua história e as consequências de sua atividade. Artigo publicado no New Tork Daily Tribune. Junho 1853.

NERY, Antonio Augusto. Eça de Queirós e a colonização do oriente no século XIX. Convergência Lusíada, nº. 33, janeiro - junho de 2015, pp. 137-151.

Complementar: REICHERT, Emannuel. A corporação que mudou o mundo: como a Companhia das Índias Orientais moldou a multinacional moderna. História: Debates e Tendências – v. 13, n. 2, p. 405-408,  jul./dez., 2013.

Dia: 14/05 –– Utopias e Romantismo (Império Germânico/ França/ Inglaterra) e suas relações com os ideais revolucionários. Os movimentos de 1848. Movimento Operário: Lutas de classe e proto-nacionalismos

Textos base: PAULINO, D. Luiz. A primavera dos povos sob a perspectiva libertária: as leituras de Pierre-Joseph Proudhon e Élisée Reclus. Artigo: www.academia.edu

MARX, Karl. “As lutas de classes na França de 1848 a 1850”, in MARX, Karl e ENGELS, Friedrich. Obras Escolhidas. São Paulo: Editora Alfa Omega, s/d.

Complementar: MARTÍNEZ, Carmen González. Las revoluciones de 1848: la Primavera de los Pueblos y el nacionalismo revolucionario. In: Drive da disciplina

DROZ, Jacques. “O socialismo francês de 1815 a 1848”, in História geral do socialismo. Lisboa: Horizonte Universitário, 1977.

HOBSBAWM, Eric J. “A primavera dos povos” in A era do capital: 1848-1875. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.

Dia: 21/05 - As políticas coloniais para o Oriente – Empresários e Estados.

Textos Base: PANIKKAR, K.M. (Kavalam Madhava). A dominação ocidental na Asia do seculo xv aos nossos dias; trad. de Nemesio Salles; prefacio de Otto Maria Carpeaux. Rio de Janeiro: Ed. Saga, 1965.

Complementar: SAID, Edward. Orientalismo: O Oriente como invenção do Ocidente. Cia de Bolso, 1990.

Dia: 28/05 – 4º Seminário – o impacto da dominação européia no oriente

Dia: 04/06 Orientação às dúvidas finais sobre os conteúdos e sobre a elaboração dos artigos

Dia: 01/06 Entrega final dos artigos elaborados durante o semestre

Dia: 18/06 –  Encerramento do curso: devolutiva e avaliação do curso

BIBLIOGRAFIA

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WITKOWSKI, Nicolas. Uma história sentimental das ciências. Rio de Janeiro: Zahar, 2004.